Serra Algarvia com 902 m de altitude máxima, é sem dúvida o jardim do Algarve, lugar encantador, com vistas deslumbrantes; aqui o ar é fresco e a água pura corre directamente das nascentes paras as torneiras.
Nas Caldas, aconselhamos um passeio até à Fonte dos Amores situada num parque de merendas à sombra de eucaliptos ancestrais. Aprecie o complexo arquitectónico que é de uma enorme beleza, fazendo lembrar-nos outra serra. É que Monchique é conhecida como a "Sintra" do Algarve. Do património cultural local destaca-se a Ermida das Caldas. Após uma caminhada nas Caldas, poderá descansar à sombra de umas frondosas árvores e deliciar-se com "pãezinhos de Chouriço" acabados de sair do forno a Lenha. Depois de restabelecidas as forças é tempo de visitar o próximo lugar.
Subimos em direcção à Fóia defrontando-nos com um panorama de mar e serra. A Fóia, com os seus 902 metros, é o ponto mais alto a sul do Rio Tejo. Este é um verdadeiro e impressionante miradouro para o Algarve e Alentejo, com uma vista que vai de Vila Nova de Milfontes até Albufeira! A norte observam-se ainda as ruínas do casario da aldeia de Barbelote e um magnífico conjunto de socalcos a lembrar tempos de grande actividade agrícola. Todo este complexo montanhoso funciona como uma barreira aos ventos atlânticos carregados de humidade que, ao colidirem com ele, precipitam e permitem o desenvolvimento de tão exuberante beleza florística.
Depois de paisagens tão intensas rumamos em direcção à cidade de Silves que ergue-se em anfiteatro num vale fértil onde abundam os laranjais e é dominada pelo Castelo que data sobretudo do tempo da ocupação dos mouros, tendo-se tornado a sua capital no Algarve até ser conquistada pelos Cavaleiros da Ordem de Santiago em 1242.
Construído pelos árabes Almorávidas no século XI, imponente e admirável, o Castelo de Silves, é hoje um local de passeio e lazer, que relembra a grandiosidade da arte muçulmana e reflecte o esplendor que a civilização islâmica alcançou. É o espaço ideal para desfrutar de uma visita ao passado português e apreciar, a partir do miradouro mais bonito de Silves, a vista fabulosa sobre a cidade, o campo e o rio Arade.
Considerado monumento nacional desde 1910, o Castelo de Silves é hoje o maior, mais importante e melhor conservado do Algarve.
O impressionante castelo de paredes vermelhas - construído em grés vermelho da região e taipa - situado no cimo da colina e rodeado por uma cortina de muralhas e onze torreões, parece funcionar como uma máquina do tempo que transporta os visitantes para a fortaleza militar que, em tempos, já foi.

A gigantesca porta principal, com acesso através da Medina, é resguardada por duas torres e protegida pela casa do guarda que, apesar de inoperacional, parece vigiar os visitantes que entram na fortaleza. Cavada na muralha a norte, um postigo apelidado de "porta da traição" chama a atenção dos mais curiosos, não só pelo nome, mas porque tem acesso directo ao exterior.
No recinto interior destacam-se o repousante jardim e os depósitos de alimentos subterrâneos, em tempos silos árabes, com entrada por pequenas aberturas ao nível do solo. A Cisterna da Moura, com cerca de 10 metros de altura e quatro abóbadas assentes em colunas, e a Cisterna dos Cães, um poço com 60 metros de profundidade, fazem lembrar as histórias das Mil e Uma Noites. Diz a lenda que o visitante atento consegue ouvir o lamento da moura encantada que chora pelo seu amado no fundo do poço onde se suicidou.

Uma visita a não perder, repleta de fragmentos de história e vestígios de presença árabe, que permitem ao visitante imaginar como seria a vida no castelo há dez séculos.
Nada melhor que terminar este tour passando pela Baixa de Silves, junto ao rio, daí pode observar uma bela paisagem junto ao rio e uma antiga ponte sobre o Rio Arade que é chamada a "Ponte Romana", apesar de não ser de origem romana, mas construída durante o período medieval.