Lagos foi um importante centro naval durante a época dos Descobrimentos no Século XV, foi também capital do Algarve entre 1576 e 1756, foi severamente atingido pelo terramoto de 1755; e pelo subsequente tsunami, tendo no entanto sobrevivido entre outros algumas muralhas do século XVI, o Palácio do Governador e mercado de escravos, que se crê ter sido o primeiro na Europa de escravos negros. Uma bela e recente marina dá as boas-vindas às embarcações que chegam do Atlântico. Presentemente a cidade mantém o seu antigo cosmopolitismo e a velha cumplicidade com o mar. Respondendo aos desafios do presente com respeito pelo passado.
Construção dos finais do Século XVI, implantada junto à Avenida dos Descobrimentos, existindo nos seu interior uma capela com invocação a Santa Barbara e existindo no seu interior um conjunto de Azulejos do Século XVIII.
Uma das referências principais de Lagos, possui na fachada principal uma janela Manuelina de onde Dom Sebastião terá assistido à missa que precedeu a sua partida para Alcácer Quibir. Nos relvados junto à janela, três painéis, evocam esta histórica batalha que custaria a vida ao rei português.
Em 1444 chegam a Lagos os primeiros escravos trazidos de Africa, dando origem ao primeiro mercado de escravos. Este mercado de escravos tem uma simbologia que se interliga com a tradição popular. Sabendo-se que o primeiro mercado de escravos, trazidos pelas caravelas que demandavam de África, se realizou à porta da Vila.
Deixando Lagos para trás, rumamos até Sagres.
Sagres fica situada na ponta mais a sudoeste da Europa perto do Cabo de S. Vicente que já era considerado um lugar sagrado no período Neolítico, conforme atestam os Menires na zona. O nome da zona em que se localiza recorda o Promotorium Sacrum Romano. Os antigos gregos chamavam-no de Ophiussa (Terra das Serpentes). Os Cristãos seguiram a tradição e dedicaram a última zona da terra conhecida a S. Vicente, dando também o nome à costa adjacente (Costa Vicentina). De acordo com a Lenda os restos mortais do mártir S. Vicente foram transportados por corvos da Terra Santa para o Cabo. Sagres tem seu nome ligado à figura do Infante D. Henrique.