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O primeiro destino no nosso tour do Barlavento Algarvio, será a histórica cidade de Silves, iremos tomar rumo ao centro histórico da cidade, indo directamente ao castelo.

Cidade de Silves

Castelo de Silves

O castelo de Silves ocupa o topo da colina onde assenta a cidade de Silves.Castelo de Silves As muralhas que constituem a fortaleza apresentam a forma de polígono irregular com uma área aproximada de 12 mil metros quadrados. As defesas são erigidas em arenito vermelho, grés de Silves, tendo sido alteradas pelos vários sismos que assolaram a região, e consequentes reconstruções. A última ocorreu nos anos 40 do século XX, mantendo no entanto, o seu perímetro medieval.

O interior do castelo guarda vários elementos arquitectónicos relevantes, destacando-se na Zona Norte, o "Aljibe", grande cisterna de planta rectangular, sendo coberta por abóbadas assentes em colunas quadrangulares. A Sul, apresenta-se a "Cisterna dos Cães", a nascente procedeu-se a trabalhos de investigação arqueológica, que mostram estruturas de habitações palatinas. A residência mais a Sul é composta por dois pisos, jardim interior, complexo de banhos, pertencentes ao Período Almoada (séc. XIII). Na área central da alcáçova, poderá observar silos, que correspondem a estruturas subterrâneas destinadas ao armazenamento de mantimentos.

Após a visita do Castelo iremos a pé para a Sé de Silves que fica apenas a poucos metros do Castelo.

Sé de Silves

A Sé de Silves apresenta um estilo Gótico, modificado pelos sucessivos restauros e reconstruções de que foi alvo ao longo dos tempos.

A planta do templo mostra uma cruz latina composta pela abside, transepto e três naves,Sé de Silves tendo o elemento central uma altura aproximada de 18 metros, o monumento mede na sua totalidade 25 m de comprimento e 16 m de largura.

O seu interior guarda o túmulo de D. João IISé de Silves que pereceu em Alvor no ano de 1495, assim como vários sarcófagos que pertenceram aos prelados da Sé, no chão podemos ainda visualizar os vários sepulcros das ilustres famílias que pertenceram à nobreza silvense.

Continuaremos até ao museu municipal da cidade que foi construído sobre o poço cisterna da antiga cidade mourisca, afim de o poder preservar melhor e simultaneamente o dar a conhecer melhor aos seus visitantes.

Localizado na Rua das Portas de Loulé, adossado à face interior da muralha que cerca a cidade e perto da porta da Almedina.

Construção circular em alvenaria, com cerca de 2,5 m de diâmetro e 18 m de profundidade. A sua volta desenvolve-se uma escadaria coberta por abóbadas de tramos segmentados que chega quase até ao fundo. A escadaria tem uma largura média de 1,25 m e sensivelmente 2 m de altura; comunica com o interior do poço por 3 vãos abobadados. Terá sido construído no séc. XII, XIII e entulhado desde finais do séc. XVI.

Ao virar da esquina do museu municipal encontra-se a praça municipal em frente do edifício da Câmara de Silves, a onde esta o pelourinho da cidade.

Sé de Silves

De volta ao nosso veículo de transporte iremos iniciar viagem com direcção a Monchique e pelo caminho iremos passar pela Cruz de Portugal.

A nascente da cidade de Silves, encontra-se um cruzeiro denominado Cruz de Portugal. Esta obra, classificada como Monumento Nacional desde 1910, mede cerca de 3 metros de altura. A face poente apresenta Cristo crucificado opondo-se a Pietá, Cristo descido da cruz nos braços de sua mãe, o tronco da cruz é ornado por lenhos entrançados e podados.

Passaremos igualmente pelo Palacete Aurora Grade, pela Ponte Velha e também pelo Arco da Rebola, tomando então rumo a Monchique.

Já com destino a Monchique iremos para nas Caldas de Monchique local de paragem obrigatória no percurso de Monchique.

Caldas de Monchique

Caldas de Monchique têm reputação de uma boa qualidade da água, considerada medicinal; Caldas de Monchiqueas termas (hoje em dia dedicadas ao tratamento de algumas doenças), existem desde o tempo da ocupação romana. Este povo, que tanta importância deu à agua, construiu neste local um importante balneário. Uma pequena praça envolta em sombras de grandes árvores é o centro desta pequena localidade, cujo encanto principal vem do parque existente na colina fronteiriça; muitas árvores, água murmurante, raios de sol brilhantes rasgando a folhagem densa e, sobretudo, muita tranquilidade, caracteriza este espaço propício a piqueniques familiares nas mesas espalhadas por toda a colina. No centro das Caldas esta uma típica taberna a onde fazem o conhecido pão de chouriço, feito com chouriço caseiro e cozido em forno de lenha, mesmo em frente do largo a onde se situa a taberna, a onde os visitantes podem ter um contacto mais próximo com esta actividade gastronómica, e se assim o desejarem adquirirem os tais pães para comerem na hora ou levarem para um momento mais oportuno.

Retomamos então nosso tour em direcção a Monchique.

Monchique

Chegando à Vila de Monchique conforme a hora da chegada, que está dependente da própria vontade dos clientes visto ser nossa politica ser o cliente a decidir o horário e o tempo a permanecer em cada local, poderemos visitar algumas das bonitas Igrejas da cidade, Igreja de São Sebastião, Igreja da Misericórdia, Ermida do Senhor dos Passos.

É então que chega hora de reforçarmos as forças com um belo almoço num dos vários restaurantes típicos, que existem na estrada que nos irá levar ao alto da Foia.

Foia

Foia

Após o almoço continuaremos em direcção ao alto da Foia convém subir devagar, para melhor apreciar a paisagem ao longo da estrada, com curvas um pouco fechadas. O ponto mais alto de todo o Algarve é a Fóia, a quase 1000 metros de altitude. A extensão da paisagem depende da maior ou maior nebulosidade, mas em dias de céu limpo os horizontes só têm limites no Cabo de São Vicente e na Serra da Arrábida (perto de Lisboa). Picota é um pouco mais baixa, roçando os 750 m de altitude; oferece igualmente uma paisagem deslumbrante. Todas as encostas da Serra são dignas de um passeio a pé, surgindo sempre recantos onde pequenos ribeiros serpenteiam por entre a vegetação.

Depois da nossa visita á imponente Foia, retomamos de novo a estrada com destino à cidade de Lagos.

Lagos

Lagos

Lagos foi um importante centro naval durante a época dos Descobrimentos no Século XV, foi também capital do Algarve entre 1576 e 1756, foi severamente atingido pelo terramoto de 1755; e pelo subsequente tsunami, tendo no entanto sobrevivido entre outros algumas muralhas do século XVI, o Palácio do Governador e mercado de escravos, que se crê ter sido o primeiro na Europa de escravos negros. Uma bela e recente marina dá as boas-vindas às embarcações que chegam do Atlântico. Presentemente a cidade mantém o seu antigo cosmopolitismo e a velha cumplicidade com o mar. Respondendo aos desafios do presente com respeito pelo passado.

Forte da Bandeira

Forte da Ponta da Bandeira contruido nos finais do Século XVI, implantada junto à Avenida dos Descobrimentos, existindo nos seu interior uma capela com invocação a Santa Barbara e existindo no seu interior um conjunto de Azulejos do Século XVIII.

Castelo dos Governadores

Castelo dos Governadores uma das referências principais de Lagos, possui na fachada principal uma janela Manuelina de onde Dom Sebastião terá assistido à missa que precedeu a sua partida para Alcácer Quibir. Nos relvados junto à janela, três painéis, evocam esta histórica batalha que custaria a vida ao rei português.

Mercado de Escravos

Em 1444 chegam a Lagos os primeiros escravos trazidos de Africa, dando origem ao primeiro mercado de escravos. Este mercado de escravos tem uma simbologia que se interliga com a tradição popular. Sabendo-se que o primeiro mercado de escravos, trazidos pelas caravelas que demandavam de África, se realizou à porta da Vila.


No final da visita a Lagos vamos então dirigirmo-nos para Sagres, e Cabo de S. Vicente.

Sagres

Sagres

Sagres fica situada na ponta mais a sudoeste da Europa perto do Cabo de S. Vicente que já era considerado um lugar sagrado no período Neolítico, conforme atestam os Menires na zona. O nome da zona em que se localiza recorda o Promotorium Sacrum Romano. Os antigos gregos chamavam-no de Ophiussa (Terra das Serpentes). Os Cristãos seguiram a tradição e dedicaram a última zona da terra conhecida a S. Vicente, dando também o nome à costa adjacente (Costa Vicentina). De acordo com a Lenda os restos mortais do mártir S. Vicente foram transportados por corvos da Terra Santa para o Cabo. Sagres tem seu nome ligado à figura do Infante D. Henrique.

No final deste local tão importante tanto para a nossa história como também de enorme relevo histórico para todo o mundo, iniciaremos a viagem de retorno.

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