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LouléO Tour da planície alentejana começa na histórica cidade de Loulé, por faremos uma breve passagem pelos seus pontos de maior realce histórico e turístico, como é o seu castelo e mercado municipal recentemente restaurado, de seguida iremos rumo á serra do Caldeirão afim de chegarmos á cidade de Beja, a Serra do Caldeirão faz a fronteira entre o litoral e barrocal algarvios e as pene planícies do Baixo Alentejo.

Serra do Caldeirão

Serra do CaldeirãoFaz parte do maciço antigo, sendo constituída por xisto-grauvaque, rocha que origina solos finos e pouco férteis. O seu ponto mais alto localiza-se no Baixo Alentejo, próximo da fronteira com o Algarve, onde atinge os 580 m de altitude; nos concelhos de Tavira e de Loulé possui diversos pontos em que ultrapassa os 500 m. A serra do Caldeirão, apesar da sua modesta altitude, forma uma paisagem muito peculiar, onde elevações arredondadas, os cerros, são cortadas por uma densa rede hidrográfica que na sua maior parte é constituída por cursos de água temporários, o relevo é por este motivo muito acidentado em diversos pontos.

LouléA influência climática da Serra do Caldeirão é muito grande. Constitui uma barreira física à passagem dos ventos frios do quadrante Norte e às depressões de Noroeste, contribuindo para a existência de um clima mediterrânico no litoral algarvio, com fracas precipitações anuais e temperaturas suaves no Inverno. Por outro lado, é também uma barreira de condensação para os ventos húmidos do quadrante Sul. As precipitações médias anuais variam; nas zonas mais altas dos concelhos de Loulé são superiores aos 800 mm anuais, mas à medida que nos aproximamos da fronteira estas vão descendo, até serem inferiores a 500 mm anuais nas regiões do Nordeste algarvio.

Ao longo da nossa passagem pela serra á vários pontos de descanso e de visionamento da serra, locais esses que poderemos parar afim de apreciarmos a beleza do local. Chegando a Beja iremos visitar os pontos mais interessantes da cidade. A cidade de Beja implanta-se num morro com 277m de altitude, dominando a vasta planície envolvente. O campo surge, assim, como uma fronteira natural entre a vida urbana e a vida rural. Esta realidade marca a vida deste povoado desde a sua fundação, algures na Idade do Ferro. Prova cabal desse momento é o troço de muralha proto-histórica descoberta no decurso das escavações da Rua do Sembrano. Achado da maior importância, dissiparia todas as dúvidas sobre a pré-existência de um povoado anterior à ocupação romana; contudo, continuamos sem saber que povo aqui estaria nem tampouco possuímos qualquer informação sobre a forma como se organizava o espaço pré-urbano.

Cidade de Beja

BejaA cidade de Pax Julia terá sido fundada ou por Júlio César ou por Augusto. Foi capital do conventus Pacensis e administrou juridicamente uma das regiões que constituíam a província da Lusitânia (as outras duas capitais eram Santarém e Mérida). Foi também uma Civitas, ou seja, cidade responsável pela administração de uma região (tratava-se de áreas mais ou menos equivalentes aos nossos distritos) e Colonia. Sem dúvida estamos na presença de uma cidade elementar no funcionamento da grande máquina administrativa que foi a regionalização romana.

BejaDesde sempre, o Castelo é símbolo de grande referência para uma cidade. Beja não é excepção, o seu Castelo com a sua magnifica Torre de Menagem, de entre as maiores e mais elegantes da Península, sempre foi o ex-libris desta velha Pax-Julia. Ao aproximar-nos de Beja, logo se avista o seu Castelo, antes fortificação de defesa e, actualmente património histórico e pólo de atracção turística.

BejaA fundação a fortalezada é, provavelmente de origem romana. Reconstruído e acrescentado em épocas sucessivas pelos povos que por aqui passaram, nomeadamente visigodos e árabes. No entanto, foram as dinastias portuguesas que lhe deram a traça que hoje podemos contemplar.

Iremos visitar igualmente o museu regional de Beja, também conhecido como o museu Rainha D. Leonor.


Consoante a nossa disponibilidade de tempo ou conforme os vossos desejos poderemos ir a outros locais de interesse tais como o espaço museológico na rua do Sembrano ou o museu botânico ou a galeria dos escudeiros. Após visita á cidade iremos almoçar num restaurante típico da zona, com gastronomia tradicional.Consoante a nossa disponibilidade de tempo ou conforme os vossos desejos poderemos ir a outros locais de interesse tais como o espaço museológico na rua do Sembrano ou o museu botânico ou a galeria dos escudeiros. Após visita á cidade iremos almoçar num restaurante típico da zona, com gastronomia tradicional.

Após ao almoço iremos apanhar estrada de novo com rumo a Reguengos de Monsaraz, por onde faremos breve passagem a caminho do nosso destino final que é a histórica vila de Monsaraz.

Vila de Monsaraz

MonsarazA vila de Monsaraz é uma das mais antigas povoações portuguesas, a Sul do Tejo. A sua ocupação data dos tempos pré-históricos, contando-se nos arredores cerca de centena e meia de monumentos megalíticos. O próprio monte onde foi construída a vila foi provavelmente um povoado pré-histórico fortificado, e no Arrabalde existe uma vasta necrópole rupestre pré-romana, de sepulturas antropomórficas cavadas na rocha viva.

Já não guardam necessidades defensivas, o castelo e as muralhas, mas ainda garantem a Monsaraz uma aura mágica, uma espécie de título de nobreza vitalício, que transforma esta vila de casinhas em xisto caiadas num objecto de admiração e romaria. Tanto mais que se ergue imponente, quase como uma aparição, no alto de um morro improvável, em plena planície alentejana. Obviamente que esta posição de altura escudada pelo profundo Guadiana mais que seduzir o viajante contemporâneo atraiu, desde a pré-história, diferentes povos - romanos, visigodos, árabes, entre outros - que aqui encontraram, além de uma geografia defensiva invulgar, meios favoráveis à sua subsistência baseada na economia agro-pastoril.

Do ponto de vista arquitectónico, a estrutura de Monsaraz reflecte o seu estatuto de praça de armas com preocupações militares medievais e seiscentistas. O acesso ao interior muralhado, onde actualmente vive cerca de uma centena de pessoas, é feito através de quatro portas talhadas em granito, duas de arco gótico - a Porta da Vila e a Porta de Évora - e duas de arco pleno - a Porta da Cisterna ou do Buraco e a da Alcoba.

Toda a cerca assenta no uso mesclado do xisto regional, granito, argamassa de barro vermelho e cal, fruto de intervenções sucessivas.

Terminando a nossa visita á vila fortificada de Monsaraz iremos terminar o nosso tour e vamos retornar ao nosso ponto de partida.

Monsaraz
A A Porta do Buraco, talhada em granito de arco pleno, é uma das quatro entradas de Monsaraz. A muralha que a envolve foi construída sobretudo em xisto regional e argamassa barro e cal
B Porta da Vila, a entrada principal de Monsaraz, é coroada pelo campanil caiado do Relógio. Lá do alto, as vistas dão para o Arrabalde
C Pormenor do edifício da Santa Casa da Misericórdia, edificada em 1525 e donatária de um retábulo de pintura primitiva portuguesa
D Pormenor do pelourinho, situado no Largo Principal de Monsaraz, junto à Igreja Matriz (que se vislumbra por detrás)
E Torre de Menagem do Castelo de Monsaraz, mandado construir, em 1310, por D. Dinis sobre uma estrutura defensiva anterior
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